Nº12 .  2024/1

EDITORIAL

Nesta edição destacamos a pesquisa de Caroliny Felício Vieira sobre o lúdico e as crianças surdas. Tal estudo nos oferece dicas valiosas para a produção de brinquedos e recursos educacionais acessíveis, já que são fundamentais para o desenvolvimento dessas crianças e raramente são elaborados pensando nelas.
Outro trabalho de pesquisa também relacionado com a acessibilidade dos surdos é a tese de doutorado de Bianca Antonio Gomes, intitulada Desenvolvimento de diretrizes para a concepção de jogos digitais para apoiar o aprendizado do aluno surdo em escola Bilíngue. Apresentamos uma síntese do trabalho com recomendações muito úteis para os profissionais da área de design e produção multimídia.

A matéria que trata de memes e a história da arte mostra como o humor é um recurso potente de crítica social e de expressão cultural. O texto apresenta o trabalho de conclusão do curso em Tecnologia em Produção Multimídia de Guilherme Augusto Fonseca e nos diverte com ótimos exemplos.

A reVISTA apresenta também uma matéria que reúne dois estudos de Inteligência Artificial (IA), que buscam entender as transformações em curso no mundo do design. O trabalho de Gabrielly Viegas de Freitas, Design gráfico do futuro: desafios e cenários possíveis diante da inteligência artificial, e o trabalho de conclusão de curso de Vitor Teixeira Gorski Severo, A influência da inteligência artificial na produção multimídia, fazem pertinentes reflexões acerca dos riscos para a atividade profissional e indicam caminhos que podem ajudar os profissionais a se prepararem para as mudanças.
Temos o prazer em mostrar alguns resultados do projeto Juventudes negras periféricas que envolveu várias instituições: Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Universidade Federal de Santa Maria (USM), Instituto Federal Catarinense (IFC) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp). Destacamos o documentário Quando a Universidade é a nossa casa, que conta a história de jovens negros universitários no enfrentamento do racismo e o app @quilombar, que reúne informações a respeito das cotas e demais políticas de ações afirmativas em instituições de Educação Superior públicas. Isso é importante porque a falta de acesso também é responsabilidade das instituições que nem sempre conseguem estabelecer uma comunicação adequada e esclarecedora com as juventudes negras, sobretudo aquelas mais periféricas, sobre como tais processos são organizados e ofertados pelo poder público.

Por fim, expomos os trabalhos de ilustração digital de Renata Pereira Haas e de Julio Roberto Soares da Silva. Os desenhos são inspirados na estética dos mangás e eles nos contam como é o  processo de trabalho,  as ferramentas usadas e dão dicas de como fazer uma ilustração digital cheia de detalhes significativos.

Desejamos uma ótima leitura e uma rica aprendizagem!

 Julio Roberto Soares da Silva

FINANCIAMENTO INTERNO (2023_PROEX 01 – Apoio a Projetos de Extensão)